12 julho 2015

As águas não apagam o amor, mas coloca-o em evidência.


“As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo;” (Cantares 8:7a)

Já ouvi este versículo milhares de vezes, já vi diversos usos para ele e sei que talvez, aos olhares mais críticos e céticos não se encaixe com o que exporei, mas difícil não aludir.
Passamos por um período difícil, uma enchente de proporções nunca antes vistas em nossa cidade.
Vimos o “aqui não alaga” se transformar em “nunca tinha chegado aqui antes”. Riscos nunca antes cogitados, ou pelo menos não levados a sério... Uma tragédia que ainda torcemos para o fim.
Mas é lindo – na medida do possível – ver o amor vencer. É nessa hora que o coração arde. A fé é provada. A perseverança crescida. A esperança regada.
O Brasil parou para nos olhar. Não para o rio. Para nós. E nós, paramos para olhar uns para os outros. Os antes invisíveis estão na frente dos nossos olhos. Os antes ‘pretos e brancos’ ganharam cor.
E têm tanto para nos ensinar. Confesso que gostaria de enxergar assim sempre, e que não fosse necessário que houvesse uma tragédia para isso acontecer.
Se me perguntarem o que eu perdi nessa histórica alagação... Bom, não perdi minha casa, mas perdi uma parte de mim. Uma parte que não conseguia mais enxergar a necessidade de levar o bem onde prevalecia o mal.
Estamos sangrando e não precisamos abrir mais a ferida. Façamos nossas partes para estancá-la, para curá-la. Não importa de quem é a responsabilidade, importa é o que podemos fazer.
Estamos vivendo o amor, e as águas não serão capazes de apaga-lo e muito menos afoga-lo. Além das marcas deixadas pela água, espero que mantenham-se as marcas deixadas pelo amor.
Que aprendamos e perseveremos vivendo este contínuo amor!

“Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor.
Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos.
Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados.
Amados, se Deus assim nos amou, também nòs devemos amar uns aos outros.” (1 João 4:8-11)

Silêncio!


"Então, passou a ser acusado pelos chefes dos sacerdotes e pelos anciãos, mas Ele nada respondeu. Foi quando lhe questionou Pilatos: “Não ouves a acusação que todos levantam contra Ti?”. Jesus, entretanto, mantinha-se em absoluto silêncio; e, por isso, ficou o governador fortemente impressionado." (Mateus 27:12-14)

Qual o valor de uma palavra? Quando me pergunto isso, confesso que vem diversas situações na minha cabeça.
Uma palavra pode por fim a um relacionamento, mudar o rumo de uma carreira de sucesso, resolver ou piorar situações; uma palavra pode curar ou ferir, salvar ou matar, ajudar ou atrapalhar...
Desde cedo ouvimos que "as palavras têm poder", e criamos uma cultura em volta disso: buscamos sempre ter a palavra certa pra dizer. Valorizamos as pessoas que sabem se expressar bem, que sempre tem uma palavra de consolo, ou então aquela pessoa que deixa todos sem argumentos, sempre com a coisa certa pra dizer.
Confesso que sempre busquei saber o que dizer, sempre me armando de respostas, argumentos e claro: boas palavras, mas Jesus me ensina a valorizar outra coisa: o silêncio.
Quando leio esses versículos, vejo o quanto o mestre valorizava o silêncio, se calando em meio à acusações e lutas, mesmo sabendo tudo o que viveria poucas horas depois.
Não quero menosprezar o poder das palavras, e creio sim que há a necessidade da sabedoria com elas, mas tão importante como estas é o silêncio. Saber o momento de se abster de seu direito de resposta, de seus argumentos, e simplesmente se calar.
Muitas vezes, uma lágrima dirá mais que mil declarações, um abraço valerá mais que uma hora de palavras de consolo, um sorriso falará mais que dez agradecimentos.
Entre suspiros carregados de fé, busco inserir o silêncio em minha vida.
Não só exercendo-o, mas aprendendo a lidar com ele... Afinal, não é apenas o nosso silêncio que tem valor: o silêncio Dele faz toda a diferença.

O amor já venceu!

Efésios: 6. 12. Porquanto, nossa luta não é contra seres humanos, e sim contra principados e potestades, contra os dominadores deste sistema mundial em trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais.

Enquanto as leis forem mais importantes que a transformação do evangelho, as coisas não vão melhorar... Mas ozirmãos devem saber disso... Apesar de não aparentarem...

E o amor já venceu, vence e vencerá.

"Está consumado!"
"It's finished!"
"Tetelestai!"

06 setembro 2012

Temos que ser um




Temos que ser um. Não importa a visão ou a denominação, nossa maior identidade é sermos cristãos, filhos de Deus, lavados, santificados e justificados pelo nome de Jesus e pelo Espírito de Deus.

A Bíblia nos fala que somos mais do que irmãos! O apóstolo Paulo quando escreve à igreja de Corinto deixa claro que somos um corpo, cada um sendo uma parte importante para espalhar o evangelho:

"Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também.
Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito.
Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos."  (1 Coríntios 12:12-14)


C. S. Lewis (um dos homens que eu mais admiro), no livro "Cristianismo Puro e Simples", compara o cristianismo a um "saguão de entrada que se comunica com as diversas peças da casa". No momento em que consigo trazer alguém a este saguão, eu estou realizando o que me propus a fazer, deixando com que essa mesma comece a seguir as regras comuns à casa inteira e busque um dos cômodos dessa casa, para então desfrutar das bonanças que Deus entrega aos que ali habitam. 

O que muito acontece nos dias de hoje é que nessa casa já criou tanto cômodos e sub-cômodos que as regras comuns da casa estão sendo deixadas de lado, e as pessoas buscado lugares em que se encaixem, e não lugares onde há a necessidade de transformação, indo assim contra a própria bíblia, que diz que "se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo" (2 Cor 5:17). As pessoas tem se perdido dentro da própria casa! 

E, mais uma vez utilizando as palavras de Lewis, a pergunta que devemos fazer não é "Será que eu gosto dessas regras?" e sim "Serão essas doutrinas verdadeiras? O sagrado mora aqui?". E, quando chegarmos em nosso cômodo, temos que ser bondosos com quem escolheu outras portas, bem como com aquelas que ainda nem saíram do saguão. Temos que orar também por elas, independente se algum errou com você, ou se possui conceitos diferentes. Temos que amá-las como se elas fossem parte de nós... Afinal, esta é uma das regras comuns à casa inteira!

04 setembro 2012

Diferentes, sim






Todos os dias somos rodeados por uma grande diversidade de pensamentos que divergem dos nossos. E uma constante falha é deixar-nos influenciar por esses.

É comum concordarmos com coisas que não deveríamos, sentir-nos tentados a fazer coisas que não vão de acordo com nossos conceitos, irmos contra nossas próprias ideias, apenas para agradar à pessoas.

O que temos que aprender é a tomar posições que condizem com a nossa escolha, com a nossa crença, com a verdade que está na palavra de Deus.
É comum uma vida totalmente dependente de Cristo desapontar os planos dos homens. Muitas vezes temos que ir contra ao que todos esperam de nós, desde que tenhamos a certeza de que estamos seguindo o plano que o Senhor tem para nossas vidas.

Há a necessidade de aprendermos a dizer "não" para certas coisas, fazendo com que não contrariemos o "sim" que já dissemos um dia (aquele que iniciou a mudança em nossas vidas).
Não podemos deixar que os bons costumes sejam corrompidos, que as vozes ao nosso redor falem mais alto que a voz de Deus, que as trevas consigam apagar nossa luz.

Temos que buscar a intimidade com Ele cada vez mais, buscar nEle a nossa força, pois "com a força que Cristo me dá, posso enfrentar qualquer situação" (Fp 4.13 NVI).
E quando nos indagarem se somos diferentes? Então que respondamos que sim! 
Porque em um mundo tomado pelas trevas, o nosso dever é ser luz.



“Por acaso eu procuro a aprovação das pessoas? Não! O que eu quero é a aprovação de Deus. Será que agora estou querendo agradar as pessoas? Se estivesse, eu não seria servo de Cristo.” (Gl 1:10 NVI)