"Timóteo, meu filho, dirijo essa orientação a ti, levando em
consideração o que as profecias anunciaram a teu respeito; com base
nelas, luta o bom combate, preservando a fé e a boa consciência;
porquanto algumas pessoas, vindo a rejeitá-la, naufragaram na fé." (I
Timóteo 1:18-19)
Todos vivemos nossos tempos difíceis.
As lutas vem de forma avassaladora, que nos desestabilizam.
Somos humanos. Eu sou humano. Você é humano. Erramos.
Somos
constantemente lembrados à lutar o bom combate e então a igreja criou
guerreiros, "soldados da fé", dispostos a enfrentar guerras, provações,
deixar as feridas de lado e ir à luta.
Mas somos humanos. Eu sou
humano. Você é humano. Somos feridos no caminho. Não estamos todos os
dias preparados para uma guerra. Soldados feridos morrem em campos de
batalha.
Somos constantemente lembrados a preservar a fé. "Dias
melhores virão. Os lagares se encherão de vinho. O melhor de Deus ainda
está por vir. O fim do deserto está próximo."
Mas nossa glória não é aqui. Não somos cidadãos desse mundo. A recompensa é a glória eterna.
Sabemos tudo isso. Ouvimos tudo isso... Mas e a nossa consciência, como está?
Vivemos em um tempo em que muitas pessoas entram e saem de igrejas sem saberem quem são em Deus.
Ouvem dizer que são "cabeças e não caudas", "líderes de gerações", "profetas de fogo". Mas e pra Deus? Quem somos?
Eu
sou o que a bíblia diz que eu sou: "vós sois geração eleita, sacerdócio
real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, cujo
propósito é proclamar as grandezas daquele que vos convocou das trevas
para sua maravilhosa luz." (1Pe2:09)
Não venda sua consciência de filho amado por ilusões de uma vida longe dos braços dEle.
Não naufrague sua fé por ditarem quem você é.
Antes de tudo, somos propriedade EXCLUSIVA dEle. Mesmo se os ministérios acabarem, se os amigos falharem, se o medo surgir.
No fim, nada disso importa.
Não
pertencemos a este mundo. Não somos propriedade de instituições. Não
somos propriedade de relacionamentos. Não somos propriedade de nossas
quedas. Nossas falhas não nos controlam. Nossos pecados não nos isolam.
Preserve
em sua consciência: nada pode mudar o fato que você é filho agraciado
com o amor de Deus, e isso basta para continuar lutando o bom combate e
preservando a fé.
1 Pedro: 5. 6. "Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para
que a seu tempo vos exalte; 7. lançando sobre ele toda a vossa
ansiedade, porque ele tem cuidado de vós."
Ele sabe de tudo. Ele conhece os nossos corações. Ele sabe quando é a hora certa pra colher. O Pai sabe.
Meu
dever é me humilhar, orar, confiar, perseverar, permanecer. Lançar
minha ansiedade, meus medos, minhas angústias sobre Ele, sobre a cruz
dEle, não ignorando esses sentimentos, pois eles existirão, mas
subjugando-os perante a verdade: Ele tem cuidado de nós.
Nenhum medo pode prevalecer, porque o amor dele cobre tudo. O cuidado dEle é perfeito.
E
a minha obrigação é lançar sobre Ele a minha ansiedade, me aconchegar
em seus braços, mesmo que o riso esteja transformado em pranto, e
esperar. Porque Ele tem cuidado de mim..
“As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo;” (Cantares 8:7a)
Já
ouvi este versículo milhares de vezes, já vi diversos usos para ele e
sei que talvez, aos olhares mais críticos e céticos não se encaixe com o
que exporei, mas difícil não aludir.
Passamos por um período difícil, uma enchente de proporções nunca antes vistas em nossa cidade.
Vimos
o “aqui não alaga” se transformar em “nunca tinha chegado aqui antes”.
Riscos nunca antes cogitados, ou pelo menos não levados a sério... Uma
tragédia que ainda torcemos para o fim.
Mas é lindo – na medida do
possível – ver o amor vencer. É nessa hora que o coração arde. A fé é
provada. A perseverança crescida. A esperança regada.
O Brasil parou
para nos olhar. Não para o rio. Para nós. E nós, paramos para olhar uns
para os outros. Os antes invisíveis estão na frente dos nossos olhos.
Os antes ‘pretos e brancos’ ganharam cor.
E têm tanto para nos
ensinar. Confesso que gostaria de enxergar assim sempre, e que não fosse
necessário que houvesse uma tragédia para isso acontecer.
Se me
perguntarem o que eu perdi nessa histórica alagação... Bom, não perdi
minha casa, mas perdi uma parte de mim. Uma parte que não conseguia mais
enxergar a necessidade de levar o bem onde prevalecia o mal.
Estamos
sangrando e não precisamos abrir mais a ferida. Façamos nossas partes
para estancá-la, para curá-la. Não importa de quem é a responsabilidade,
importa é o que podemos fazer.
Estamos vivendo o amor, e as águas
não serão capazes de apaga-lo e muito menos afoga-lo. Além das marcas
deixadas pela água, espero que mantenham-se as marcas deixadas pelo
amor.
Que aprendamos e perseveremos vivendo este contínuo amor!
“Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor.
Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos.
Nisto
está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos
amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados.
Amados, se Deus assim nos amou, também nòs devemos amar uns aos outros.” (1 João 4:8-11)
"Então, passou a ser acusado pelos chefes dos sacerdotes e pelos
anciãos, mas Ele nada respondeu. Foi quando lhe questionou Pilatos: “Não
ouves a acusação que todos levantam contra Ti?”. Jesus, entretanto,
mantinha-se em absoluto silêncio; e, por isso, ficou o governador
fortemente impressionado." (Mateus 27:12-14)
Qual o valor de uma palavra? Quando me pergunto isso, confesso que vem diversas situações na minha cabeça.
Uma
palavra pode por fim a um relacionamento, mudar o rumo de uma carreira
de sucesso, resolver ou piorar situações; uma palavra pode curar ou
ferir, salvar ou matar, ajudar ou atrapalhar...
Desde cedo ouvimos
que "as palavras têm poder", e criamos uma cultura em volta disso:
buscamos sempre ter a palavra certa pra dizer. Valorizamos as pessoas
que sabem se expressar bem, que sempre tem uma palavra de consolo, ou
então aquela pessoa que deixa todos sem argumentos, sempre com a coisa
certa pra dizer.
Confesso que sempre busquei saber o que dizer,
sempre me armando de respostas, argumentos e claro: boas palavras, mas
Jesus me ensina a valorizar outra coisa: o silêncio.
Quando leio
esses versículos, vejo o quanto o mestre valorizava o silêncio, se
calando em meio à acusações e lutas, mesmo sabendo tudo o que viveria
poucas horas depois.
Não quero menosprezar o poder das palavras, e
creio sim que há a necessidade da sabedoria com elas, mas tão importante
como estas é o silêncio. Saber o momento de se abster de seu direito de
resposta, de seus argumentos, e simplesmente se calar.
Muitas vezes,
uma lágrima dirá mais que mil declarações, um abraço valerá mais que
uma hora de palavras de consolo, um sorriso falará mais que dez
agradecimentos.
Entre suspiros carregados de fé, busco inserir o silêncio em minha vida.
Não
só exercendo-o, mas aprendendo a lidar com ele... Afinal, não é apenas o
nosso silêncio que tem valor: o silêncio Dele faz toda a diferença.
Efésios: 6. 12. Porquanto, nossa luta não é contra seres humanos, e sim
contra principados e potestades, contra os dominadores deste sistema
mundial em trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões
celestiais.
Enquanto as leis forem mais importantes que a
transformação do evangelho, as coisas não vão melhorar... Mas ozirmãos
devem saber disso... Apesar de não aparentarem...
E o amor já venceu, vence e vencerá.
"Está consumado!"
"It's finished!"
"Tetelestai!"